Mulher denuncia larva em refeição do Hospital Regional de Santa Maria

11 de novembro de 2020

Uma mulher disse ter encontrado larva na comida servida pelo Hospital Regional de Santa Maria (HRSM), nesta terça-feira (10/11).

A moradora de São Sebastião, que preferiu não ter o nome divulgado, informou à coluna Grande Angular que acompanhava o irmão internado na unidade de Santa Maria. Segundo ela, o “boró” foi encontrado na hora do almoço.

“Tinha arroz, feijão, carne cozida e banana com molho. Quando fui mexer a carne para pegar o caldo e colocar no arroz, aí veio o bicho. Estava no fundo. Meu irmão, que também comeu no hospital, passou mal e vomitou”, relatou.

A mulher afirmou que, após encontrar a larva, procurou ajuda no hospital para relatar o episódio, mas só recebeu atenção da nutricionista.

“Depois de todo alvoroço, a gente não teve apoio nenhum do diretor. Meu irmão chamou, perguntou onde poderíamos falar na ouvidoria, mas ele disse que não estava funcionando”, relatou.

Servidores
Não é a primeira denúncia de larva no HRSM. Em julho deste ano, a coluna Janela Indiscreta mostrou que servidores informaram que marmitas distribuídas para a equipe técnica da unidade chegaram com a aparente presença de larvas.

O Instituto de Gestão Estratégica de Saúde do Distrito Federal (Iges-DF), responsável pela gestão do Hospital Regional de Santa Maria, informou, à época, que ia investigar o caso.

O outro lado
Em nota, o Iges-DF disse à reportagem que não recebeu nenhuma reclamação formal sobre alimentação servida aos pacientes e acompanhantes no HRSM. Segundo o instituto, a Superintendência da unidade só tomou conhecimento do “possível fato”, relatado nesta terça-feira, por meio de grupos de WhatsApp.

“Imediatamente, identificou o acompanhante que fez a publicação, porém, ele informou que já tinha feito o descarte da marmita, impossibilitando a realização da análise técnica da comida para comprovar o fato”, pontuou.

O Iges-DF informou que a comida é produzida diariamente, “sendo que o trabalho da empresa é fiscalizado por nutricionistas contratados pelo instituto”. “O Iges ressalta ainda que continuará fazendo a fiscalização frequentemente nas instalações onde os alimentos são produzido”, concluiu.

Fonte: Metrópoles