Cientistas criam adesivo que substitui seringa na aplicação de vacinas

30 de setembro de 2021

Universidade de Stanford, nos Estados Unidos, desenvolveram uma técnica de aplicação de vacina sem dor. Usando um adesivo com microagulhas impresso em 3D, os cientistas testaram 0 dispositivo em camundongos, e a técnica induziu resposta imunológica maior após a administração do imunizante do que usando uma seringa comum.

Segundo os pesquisadores, o microagulhamento aderente à pele é 10 vezes mais eficaz e é responsável por 50 vezes mais anticorpos específicos para antígenos quando comparados a uma vacina no braço.

O adesivo desenvolvido pelos cientistas é bem pequeno (com tamanho semelhante ao de uma moeda de 10 centavos), feito de polímero sintético e precisa de doses menores de medicação, podendo ser aplicado pelo próprio paciente, sobretudo aqueles que sofrem com medo de agulhas.

O principal autor do estudo e professor de engenharia química, Joseph M. DeSimone, afirmou ao site Daily Mail, que, apesar de o dispositivo ainda não ter sido testado em humanos, os resultados são promissores. “No desenvolvimento desta tecnologia, esperamos estabelecer a base para um desenvolvimento global ainda mais rápido de vacinas, em doses mais baixas, de uma maneira livre de dor e ansiedade“, disse o especialista.

No documento publicado na revista científica Proceedings of the National Academy of Sciences, os pesquisadores explicam que, embora as vacinas sejam normalmente administradas como injeções subcutâneas, o interesse na tecnologia intradérmica (que atingem apenas a derme da pele) tem crescido bastante.

Para os cientistas, o adesivo de vacina é mais fácil de manusear e, por isso, pode ser enviado para qualquer lugar do mundo. Porém, a moldagem do dispositivo pode causar problemas na afiação da ponta da agulha durante a aplicação nos pacientes. De acordo com o pesquisador do Departamento de Microbiologia e Imunologia da Escola de Medicina da UNC, Shaomin Tian, em entrevista ao Daily Mail, “esses problemas, juntamente com os desafios de fabricação, sem dúvida restringiram o campo das microagulhas para a entrega de vacinas”.

Fonte: Metrópoles