Boca ardente: mulher com síndrome rara reclama de incompreensão

06 de maio de 2022

A assistente de produção Alyssa, 24, contou, no TikTok, como é viver com uma síndrome rara chamada Boca Ardente. Em 2019, ela sentiu um formigamento na língua que rapidamente se espalhou para toda a boca.

Semanas depois, ela foi hospitalizada sentindo a língua, bochechas e gengivas queimando, além de boca seca, dor nos dentes, pele descascando e sangrando, além de sentir um gosto metálico na região.

Ela acreditava que tinha queimado a língua com algum alimento, porém, foi diagnosticada com a síndrome da Boca Ardente. Não há cura para a condição, e os médicos apenas receitaram um enxaguante bucal para diminuir a dor. O medicamento não funcionou, e ela segue sofrendo com a queimação.

No TikTok, ela relata que chega a sonhar com a dor, e que amigos e família acham que ela exagera os sintomas.

“Comecei a me sentir como se fosse um fardo. Me sinto incompreendida, mas só as pessoas com a síndrome sabem o que é. Minha qualidade de vida é baixa e não tenho tanta paciência quanto tinha no passado, e meus relacionamentos se tornaram incrivelmente complicados”, explica.

Alyssa sofre com dificuldade para engolir e sensibilidade à comida, e sua língua fica amarela de vez em quando. Pelo medo de passar mal ao se alimentar, ela acabou perdendo peso. A assistente de produção foi em vários médicos especialistas, mas a dor só parece piorar.

Um ano depois de ser diagnosticada com a síndrome, ela descobriu ainda que tem Borderline, um transtorno de personalidade. Os médicos acreditam que a Boca Ardente pode ter sido desencadeada pela condição psiquiátrica.

Fonte: Em off