Tradicional loja do Distrito Federal, a Induspina Autopeças encerrará suas atividades, após quase 70 anos, nesta sexta-feira (30/1). O comércio foi fundado por Orédio Alves de Rezende (foto em destaque).
Em uma nota, os filhos do empresário afirmam que foi necessário ter “muita coragem” para tomar a decisão. “Encerrar não é desistir — é reconhecer o tempo, honrar a história e permitir que novos começos sejam possíveis. A vida é assim: algumas coisas precisam partir para que outras possam nascer”, ressaltaram.
O texto ressalta que a Induspina se despede fisicamente, mas sua essência permanece. “Ela vive nas lembranças, nos ensinamentos, nos valores e no legado deixado por Orédio, Ana Rosa, por todos que aqui trabalharam e por todos nós, que seguimos levando essa história adiante, em outros planos e de novas maneiras”, comenta.
A nota destaca “a visão, a coragem e o espírito empreendedor” de Orédio Alves de Rezende, além da “força, dedicação e perseverança” de Ana Rosa Silveira, esposa do empresário. “Juntos, eles plantaram valores que atravessaram gerações. A Induspina nasceu antes da capital federal e cresceu junto com ela, tornando-se pioneira, referência e parte da história desta cidade.”, observa o texto.

Segundo a nota, a data escolhida para o encerramento das atividades coincidiu com a data da morte de Orédio Jr., em 1980, ocorrida exatamente no mesmo lugar onde a loja está instalada: na 514 Sul.
“São duas despedidas que se encontram no tempo e no espaço. Duas ‘mortes’ que nos lembram que, embora algo termine aqui, em outro plano a vida continua, se transforma e segue seu caminho”, reflete o texto.
Os filhos e atuais gestores do negócio encerram afirmando que “nada disso teria sido possível sem cada pessoa que fez parte dessa história”.
“Colaboradores, parceiros, clientes e amigos que, com trabalho e lealdade, ajudaram a manter esta chama acesa por quase sete décadas. A todos, nossa mais profunda gratidão”, agradecem.
Segundo os empresários, “nem todo fim precisa de espetáculo, explicação ou consenso. Mas entendemos que é preciso reconhecer que certas histórias cumpriram o que tinham que cumprir”, finalizam.





