A síndica de um prédio localizado em Samambaia (DF), identificada como Cristina Valente, de 47 anos, teve parte do couro cabeludo arrancado depois de ter sofrido agressões de uma moradora e da filha dela. O caso aconteceu no dia 15 de janeiro por volta das 10h. O principal motivo, segundo a vítima, teria sido a decisão de individualizar a água do prédio.
Veja as imagens:
As agressões ocorreram na presença de fiscais da Companhia de Saneamento Ambiental do Distrito Federal (Caesb). Nas imagens registradas por testemunhas e pelas câmeras de segurança é possível ver nitidamente as agressoras, que são mãe e filha, partindo para cima da síndica, inclusive deixando para trás o tufo de cabelo arrancado.
Ao Metrópoles, Cristina contou que a agressão aconteceu pelo fato de a moradora não ter aceitado a decisão de individualização da água. Segundo a síndica, a medida foi aprovada em assembleia feita pelo condomínio e autorizada pela Caesb.
Cristina estava em vistoria com a Caesb quando as agressões começaram. Em um primeiro momento a moradora puxa o cabelo de Cristina e, de acordo com ela, só solta quando o cabelo se desgruda do couro cabeludo. Depois disso a filha da agressora aparece nas imagens tentando acalmar a mãe e pede para que ela pare com os ataques.
Momentos depois, a filha sai do prédio em direção à síndica e começa a atacá-la. Cristina disse ainda que durante as investidas uma das agressoras dizia que ia matá-la.
“A todo momento a filha dizia que ia me matar, que ia acabar comigo. Se não fosse o porteiro separando ela eu teria morrido”, revela.
O boletim de ocorrência foi registrado na 26º Delegacia de Polícia (Samambaia). Segundo a Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF), uma equipe foi até o local averiguar os fatos e conversar com as suspeitas. Os policiais encontraram as duas envolvidas, segundo os agentes uma delas estaria tendo uma crise de ansiedade e foi encaminhada até o hospital. Após o atendimento na unidade de saúde, as duas foram levadas até a delegacia para as medidas cabíveis.
A vítima disse que já sofreu ameaças, inclusive de morte, por parte da moradora em novembro do ano passado. Segundo ela, durante a primeira vistoria da Caesb, a suspeita aguardou Cristina por cerca de três horas na portaria para confrontá-la depois de que foi notificada pela síndica por tentar prejudicar a decisão de individualização da água.
“Ela dizia que ia dar cabo da minha vida, ia acabar com a minha cara na frente de todo mundo”.
O Metrópoles tentou localizar a defesa das suspeitas mas não obteve resposta, o espaço segue aberto para eventuais manifestações.
FONTE: METRÓPOLES





