
A cidade de Itumbiara (GO) registrou mais um caso de homicídio que chocou a população, nesse sábado (14/2). Um homem matou a ex- mulher a tiros, agrediu a filha da vítima, de 15 anos, e se matou logo depois.
Imagens obtidas pela página do Instagram “vidocaofc” mostra o momento em que o corpo da vítima é retirado pelo Instituto de Medicina Legal (IML) em um caixão. Veja:
Segundo o major Rafael Carmo, da Polícia Militar do Estado de Goiás (PMGO), o autor entrou na residência já atirando contra a mulher.
“A filha da vítima tentou intervir e foi lesionada com uma coronhada na cabeça. Na sequência, ele cometeu suicídio”, explicou.
Em nota, a PMGO informou que, ao chegarem no local, a vítima se encontrava sem sinais vitais, enquanto o autor chegou a tentar ser reanimado, mas teve o óbito constatado no local.
A vítima tinha uma medida protetiva em vigor desde o dia 6 de fevereiro contra o autor, de acordo com o delegado Felipe Sala, do Grupo de Investigação de Homicídios (GIH) de Itumbiara.
“Ela compareceu na delegacia nesse dia e no próprio dia 6 a medida protetiva foi distribuída ao Judiciário e concedida por eles”, explicou.
Sala ressalta que a adolescente agredida teve uma lesão leve na cabeça e “não corre qualquer tipo de risco”.
Os nomes das vítimas e do autor não foram divulgados.
Este é o segundo caso de feminicídio em poucos dias na cidade, que não registrava um crime desse tipo havia três anos, segundo o delegado da Polícia Civil do Estado de Goiás (PCGO) Ricardo Chueire.
Outra tragédia em meio ao luto
O feminicídio aconteceu horas depois do velório de Benício Araújo Machado, 8 anos, na casa do prefeito da cidade Dione Araújo, avô da vítima.
O menino e o seu irmão mais velho, Miguel Araújo Machado, 12 anos, foram baleados pelo próprio pai, Thales Machado, no condomínio em que a família morava, na madrugada de quinta-feira (12/2). O pai tirou a própria vida em seguida.
Violência vicária
Em carta póstuma, o então secretário de Governo de Itumbiara, Thales Machado, atribuiu o crime contra os filhos a uma suposta traição da esposa e a uma crise no casamento.
Esse tipo de caso, quando a agressão ocorre contra os filhos para punir a mãe, chama-se violência vicária.
No fim do ano passado, o Brasil passou a reconhecer esses casos como uma forma de violência de gênero e grave violação de direitos humanos de crianças e adolescentes, em resolução do Conselho Nacional dos Direitos da Criança e do Adolescente (Conanda).
Segundo o texto, a violência vicária “constitui prática que perpetua e atualiza a violência contra mulheres-mães por meio da manipulação dos vínculos parentais”.
O caso é investigado pela PCGO. Em nota, a corporação informou que o caso é tratado como homicídio consumado e homicídio tentado seguidos de autoextermínio por parte do autor.
Até o momento, não há elementos que indiquem a participação de terceiros nem informações oficiais sobre a dinâmica do crime.
Fonte: Metrópoles





