
O incêndio que atingiu cerca de 40 boxers na Feira dos Importados (FIB), nesta segunda-feira (11/5), pode ter sido causado por um aparelho ligado dentro de uma loja fechada, de acordo com o advogado e representante da feira, Rodrigo Dutra. Ele conta que o fogo começou em uma unidade e foi se alastrando rapidamente para outras.
Rodrigou explicou que imagens da câmera de segurança do local identificaram uma grande quantidade de fumaça em duas lojas da feira: uma de roupas e outra de aparelhos celulares. A suspeita é de que algum eletrônico tenha ficado conectado à tomada sem vigia, o que teria ocasionado o incêndio.
Entenda o caso:
- Um incêndio de grandes proporções atingiu a Feira dos Importados na manhã dessa segunda-feira (11/5);
- O Corpo de Bombeiros foi acionado por volta das 5h30. O trabalho de combate às chamas avançou durante toda a manhã;
- O fogo começou na praça central do Bloco C. A área ficará isolada ao longo do dia para realização da perícia técnica, que será conduzida pela Polícia Civil do DF (PCDF) e pelo CBMDF;
- Cerca de 40 lojas foram atingidas e não há registro de feridos;
- A feira é um dos centros comerciais mais populares de Brasília, conta com mais de 500 lojas e recebe 150 mil visitantes por mês.
Em conversa com o Metrópoles, Rodrigo explicou que os lojistas atingidos terão seus estabelecimentos reconstruídos pela própria FIB, e continuaram trabalhando normalmente em outros espaços, assim como foi feito em um outro incêndio, ocorrido há 4 anos atrás.
Ele ainda afirmou que a FIB abrirá normalmente nesta terça-feira (12/5), pois a perícia, realizada pelo CBMDF e pela Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF), não identificou nenhuma falha na estrutura do comércio, permitindo assim a sua funcionalidade.”A princípio a feira volta a abrir pois não foi encontrado nenhum defeito na edificação. Vamos manter a área atingida pelo fogo restrita”.
Segundo o administrador do centro comercial, Absalão Ferreira Calado, a gestão da feira vai avaliar os danos e definir quais serão os próximos passos. “Há quatro anos, nós isolamos a área e o resto da feira funcionou normalmente”, explicou.
Prejuízos
O Metrópoles entrevistou o dono de um dos estabelecimentos que foram completamente destruídos. O empreendedor pediu para ter a identidade preservada.
“Perdi tudo. Perda total”, lamentou. O feirante ficou desolado ao ver as imagens do box destruído. “Perdi na faixa de R$ 500 mil. Eu vivo daqui. É minha vida”, afirmou, com a voz embargada pela aflição.

A empreendedora Geovana Temp (foto acima) tem, há 20 anos, uma banca de bordados computadorizados. As chamas atingiram uma das máquinas do box. A estrutura da loja em si foi poupada pelas chamas, mas, devido à proximidade com o calor intenso, o aparelho foi danificado e algumas partes foram derretidas.
“Fico aliviada por um lado, porque não foi prejuízo total, mas fico apreensiva por outro, porque não sei como vai ficar. Eu trabalhava com essa máquina. A estrutura da minha loja está intacta, mas minha ferramenta de trabalho está danificada. É uma perda parcial. Está bem difícil. Tive colegas com bancas perto da minha que perderam tudo”, relatou.
Luiz Eduardo Vieira e a esposa Maria Anterlucia Vieira trabalham na feira há 30 anos. Ele tem um box de utensílios; ela, uma banca que comercializa lingerie. O casal ficou em desespero ao ver as imagens do fogo consumindo a feira.
“Fiquei bem aflita por mim e por meus colegas. O trabalho da gente está na feira”, comentou dona Maria. A aflição virou alívio quando descobriram que o fogo não atingiu as lojas. “Graças a Deus, está tudo bem. Mas algumas amigas perderam tudo”, comentou.
FONTE: METRÓPOLES











