Médico que deixou mulher com seios necrosados é indiciado por lesão gravíssima Paciente precisou retirar complet

28 de maio de 2026


A Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF) indiciou o médico e tenente-coronel aposentado da Polícia Militar do DF (PMDF), Sílvio Parreira da Rocha, por omissão e lesão gravíssima após deixar uma paciente com os seios necrosados. A mulher de 50 anos precisou retirar completamente as mamas depois de uma cirurgia de modelagem e colocação de silicone.

A paciente passou pelo procedimento no Hospital AMMA, em Águas Claras, em agosto de 2025. Após o implante, ela desenvolveu um quadro de isquemia, infecção e deiscência cirúrgica, necessitando de duas operações de emergência para a remoção dos tecidos necrosados.

As imagens são fortes:

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Mulher de 50 anos passou por procedimento para colocar silicone, mas teve necrose nos seios

Após uma grave infecção, a vítima precisou retirar as mamas
Durante o acompanhamento médico, o cirurgião afirmou que a reação era normal
Vítima relata que sofreu danos emocionais, físicos e financeiros

As investigações da 21ª Delegacia de Polícia (Taguatinga) indicam que, apesar de relatar sintomas como secreção e forte odor na região operada, e de ter procurado o médico em diversas ocasiões, ele não teria solicitado exames nem prescrito antibióticos.

Para a Polícia Civil do DF, a demora na adoção de medidas médicas adequadas teria provocado lesões permanentes na paciente.

No relatório de indiciamento, a PCDF destacou que “a má conduta do profissional, que se omitiu quando deveria ter agido com urgência para conter o quadro de infecção, ocasionou lesão gravíssima à vítima, com deformidade permanente”.

Sílvio Parreira da Rocha foi indiciado pelos crimes de lesão corporal gravíssima com deformidade permanente e omissão penalmente relevante.

O médico já havia sido denunciado por outras cinco mulheres em 2019, também por supostos erros médicos, conforme registros na Polícia Civil.

O cirurgião, que atua há mais de 32 anos, possui registro ativo no Conselho Regional de Medicina (CRM) e atendia em uma clínica particular.


Detalhes do caso:

  • Nas primeiras 24 horas, a paciente começou a apresentar queda de saturação e sinais de necrose nos seios.
  • Segundo a vítima, as feridas aumentavam enquanto o médico minimizava os sintomas, alegando que o quadro era “normal”.
  • Posteriormente, ele a encaminhou para um tratamento de cicatrização lenta – sem sucesso.
  • Um mês depois, a paciente procurou um infectologista, que confirmou uma infecção grave causada por duas bactérias: Serratia marcescens e Pseudomonas aeruginosa.

“Meu peito virou um horror”

À época, a paciente contou que decidiu fazer a cirurgia após acompanhar uma amiga em consultas com o médico e sentir confiança profissional. No entanto, ao acordar da anestesia, ouviu o cirurgião dizer a outro médico: “Cuidado, se não arrumar isso direito, será uma tragédia”.

Mesmo com o uso de antibióticos, as feridas continuaram aumentando. Ao buscar outro cirurgião, a paciente foi encaminhada com urgência a um hospital, onde precisou retirar as próteses e todo o seio esquerdo, já comprometido. “Meu peito virou um horror”, relatou, em tom de revolta e desespero.

A vítima afirma ainda que o seguro indicado pelo próprio médico não cobriu os custos dos procedimentos corretivos, o que a deixou financeiramente desamparada. Em vez de prestar assistência, o médico teria enviado uma correspondência registrada, alegando que não se responsabilizaria por seu estado de saúde porque ela teria “rompido o tratamento”.

“Essa atitude revela não apenas negligência técnica, mas desprezo absoluto pela dor humana e violação do dever médico de acompanhamento”, desabafou a mulher. Segundo ela, as sequelas deixadas pelo erro vão além do físico: “São emocionais, existenciais e financeiras. Eu carrego marcas que vão muito além das cicatrizes”.

FONTE; METRÓPOLES