
Um homem morreu, neste sábado (20/6), enquanto aguardava atendimento sentado em uma cadeira de rodas, na Unidade de Pronto Atendimento (UPA) do Recanto das Emas. A identidade do paciente não foi revelada.
Uma testemunha, que não quis se identificar, disse ao Metrópoles que estava na unidade de saúde com a filha. “Em dado momento, um dos presentes afirmou que um senhor não apresentava sinais vitais. Minha esposa, que é enfermeira, verificou o pulso do paciente e constatou o óbito”, afirmou.
Ainda segundo o relato, a equipe de plantão da UPA foi informada, mas um enfermeiro teria negado o falecimento. “Naquele momento, acreditamos que essa postura fosse uma estratégia para remover o corpo da área de espera e declarar o óbito posteriormente, como se o paciente tivesse recebido assistência”, observou.
Para evitar a remoção, alguns pacientes que estavam no local se posicionaram à frente do corpo, de acordo com a testemunha, dizendo que não permitiriam que o movimentassem antes da chegada da polícia.
“Quando a Polícia Militar chegou, apresentaram uma postura ostensiva, no início, nos tratando como se estivéssemos depredando a unidade. Abordei o comandante da equipe e, após explicar a situação e a necessidade de preservar a cena do óbito, o comandante compreendeu a gravidade e concordou que nossa postura estava correta”, pontuou.
O local foi isolado para aguardar a chegada da perícia. A reportagem entrou em contato com o Instituto de Gestão Estratégica de Saúde do Distrito Federal (Iges-DF), responsável pela gestão das UPAs, mas não houve retorno. O espaço segue aberto para esclarecimentos.
FONTE: METRÓPOLES