Patrão doa empresa aos funcionários que a salvaram da falência: gratidão

07 de agosto de 2026


Chefe dos sonhos: esse patrão doa a empresa aos funcionários que o ajudaram a tirá-la da falência e surpreende o mercado com a decisão. Ele recusou propostas milionárias.

O nome desse empresário generoso é Eddie Smith Jr. Ele é dono de uma fabricante de barcos chamada Grady-White Boats. O norte-americano recusou propostas de venda de quase US$ 500 milhões (R$ 2,7 bilhões) porque quando a empresa estava praticamente quebrada foram os funcionários que ajudaram a levantá-la.

Aí o negócio deu certo, a empresa teve faturamento superior a US$ 100 milhões por ano e ele transferiu o controle acionário para um fundo permanente. Tudo para que a empresa não possa ser poderá ser vendida e permaneça sendo administrada em benefício dos funcionários, da comunidade e de projetos sociais. “Quem tem a sorte de estar em posição de ajudar os outros recebe um verdadeiro presente por poder fazer isso”, afirmou Eddie em entrevista à revista Fortune.

Uma vida dedicada à empresa

Eddie assumiu a Grady-White Boats quando a companhia enfrentava uma grave crise financeira.

Para salvá-la, trabalhou entre 80 e 100 horas por semana durante 58 anos, abriu mão da diversão e se dedicou integralmente ao negócio.

E a empresa à beira da falência se transformou em uma das fabricantes de barcos mais bem-sucedidas dos Estados Unidos.

Por que ele recusou bilhões

Ao longo dos anos, Eddie recebeu diversas propostas para vender a empresa.

Mas desistiu da ideia depois de observar o que aconteceu com negócios de amigos que foram vendidos.

“Todos ficaram decepcionados com o que aconteceu depois da venda. As empresas perderam a cultura que eles levaram décadas para construir. Eu não suportaria ver isso acontecer com a minha”, contou.

Nova missão

Em vez de vender a empresa, Eddie criou uma estrutura que impede sua comercialização no futuro.

O controle ficará com um fundo responsável por preservar os princípios que sempre fizeram parte da Grady-White Boats, como participação nos lucros, valorização dos funcionários e investimentos em educação.

Já os lucros da empresa passarão a financiar projetos sociais, ações comunitárias e iniciativas de conservação ambiental.
FONTE: SÓ NOTÍCIA BOA