
O autoproclamado pastor Paul Mackenzie, líder de uma seita apocalíptica no Quênia, foi considerado culpado pelo assassinato de 191 pessoas, sendo 190 crianças e um adulto.
As mortes ocorreram após o líder religioso submeter seguidores a jejuns extremos sob a falsa promessa de que morrer de fome permitiria que eles encontrassem Jesus.
Mackenzie ordenou que os membros da sua seita deixassem seus filhos passarem fome até a morte, para poderem “encontrar Jesus”.
A condenação, anunciada nesta segunda-feira (19), representa um novo desdobramento da tragédia que ficou conhecida como o massacre de Shakahola.
Desde 2023, mais de 400 corpos foram encontrados na floresta, no leste do Quênia. A decisão judicial, porém, abrange especificamente 191 mortes, enquanto os demais casos são investigados em outros procedimentos.
As primeiras descobertas
Em abril de 2023, o Ministério do Interior do Quênia informou, por meio do Twitter (atual X), que pelo menos 109 corpos haviam sido encontrados na floresta de Shakahola, no leste do país.
Na ocasião, as autoridades investigavam a relação entre as mortes e a seita liderada por Mackenzie, que incentivava seus seguidores a jejuar até a morte sob a promessa de alcançar a salvação.
Durante as investigações, Mackenzie chegou a ser libertado incondicionalmente após uma audiência judicial, mas foi preso novamente sob suspeita de envolvimento em crimes de terrorismo, conforme relatou seu advogado, George Kariuki, à CNN.
Condenação por assassinato
Mackenzie e outros 28 integrantes da seita foram considerados culpados pelo Tribunal Superior de Mombaça, no Quênia, pela participação nas mortes ocorridas na floresta de Shakahola.
Durante a leitura da decisão, que durou cerca de oito horas, a juíza Diana Kavedza Mochache afirmou que os seguidores de Mackenzie acreditavam que ele fosse o “porta-voz de Jesus”.
De acordo com o g1, os sepultamentos realizados na floresta onde a seita estava instalada eram chamados de “casamentos”. Segundo a magistrada, os mortos “eram homenageados como tendo se casado com Jesus”.
FONTE: GUIAME