Vontade de comer doce aumentou? Entenda como corpo funciona no inverno

07 de julho de 2023

Quando a temperatura cai, não é só o casaco que sai do armário. As escolhas alimentares também passam por alterações. Basta reparar em como os restaurantes que oferecem fondues e sobremesas cheias de chocolate ficam lotados no período.

Segundo especialistas, a explicação característica do inverno pode estar dentro dos nossos cérebros. Ele cria fomes especiais durante o período de frio em busca de conforto térmico e também de energia adicional para seguir funcionando bem.

“Aquecer um forno em um deserto é muito mais fácil que fazê-lo em uma geleira. Com nosso corpo é o mesmo, precisamos de mais calorias para manter o equilíbrio energético”, afirma o neurologista Márcio Siega, da clínica Modula Dor, de Brasília.

É por isso que alimentos mais calóricos, como pães e bolos, costumam ocupar a mesa durante o frio. E os doces são os mais desejados por oferecerem energia rápida e intensa.

No entanto, também há um componente emocional nessas escolhas alimentares. “Em locais frios, em situações que costumam ser mais reclusas, o cérebro quimicamente tende a níveis de tristeza. O doce, especialmente o chocolate, pode ser uma resposta a esta busca de uma felicidade rápida”, completa Siega.

Para a neurocientista mineira Livia Ciacci, do Método Supera, é impossível fugir desta fome especial no período, mas é importante se preparar para as eventuais consequências desde antes da temporada mais fria.

“É normal sentir um aumento no desejo por alimentos mais calóricos, doces e gordurosos durante o clima frio, mas é importante fazer escolhas conscientes e cuidar do seu bem-estar emocional”, aponta.

Opções mais saudáveis
Para tentar manter o conforto exigido pelo cérebro, mas sem viver a base de chocolate, os especialistas aconselham o consumo de alimentos quentes e pouco calóricos, como sopas e chás.

“Consultar um profissional de saúde, como um nutricionista, pode fornecer orientações personalizadas para ajudá-lo a desenvolver um plano alimentar adequado às suas necessidades específicas”, ressalta Ciacci.

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Fonte: Metrópoles