Armas de uso restrito vendidas por PM abasteciam facções da Bahia

01 de agosto de 2024


Alvo de mais de 50 mandados judiciais cumpridos pela Polícia Federal (PF), uma organização criminosa da Bahia e de Pernambuco era responsável por fornecer armas de uso restrito e munições a diversas facções do estado.

Em um sofisticado esquema de vendas clandestinas, o grupo, formado por diversos policiais militares; colecionadores, atiradores e caçadores (CACs); além de lojistas comprava as armas de fogo “frias” – sem registro ou em nome de terceiros – e as vendia por meio de intermediários.

Esse modus operandi, segundo investigações da PF junto ao Grupo de Atuação Especial de Combate às Organizações Criminosas (Gaeco) e à Corregedoria da Polícia Militar da Bahia (PMBA), permitia que facções criminosas no estado fossem abastecidas com armas e munições.

Deflagrada inicialmente em 21 de maio último, a Operação Fogo Amigo cumpriu, até o momento, 20 mandados de prisão preventiva e 33 de busca e apreensão.

Além disso, prendeu preventivamente, na manhã deste sábado (27/7), o capitão da PMBA Mauro Grunfeld (foto em destaque), denunciado pelo Ministério Público em 7 de junho de 2024.

Mauro das Neves Grunfeld
Na ação que levou à prisão preventiva do militar, os investigadores apreenderam uma arma de fogo registrada em nome de terceiro, grande quantidade de munição de diversos calibres e documentos de transporte de mercadorias, o que evidenciou o envolvimento do PM com o comércio ilegal de armamentos.

Fonte: Metrópoles