Saiba quantas palavras cruzadas fazer para evitar declínio cognitivo

26 de setembro de 2024


Apesar de ser um dos campos mais pesquisados da ciência, as demências causadas pelo declínio cognitivo ainda não têm cura e os tratamentos para retardar os sintomas não estão disponíveis para toda a população. Porém, algumas mudanças de estilo de vida podem ajudar a diminuir o ritmo da perda de funções.

Algumas das atividades mais conhecidas para desacelerar o declínio cognitivo são jogos que exigem memória e exercício do cérebro. Xadrez, quebra-cabeça e palavras cruzadas são opções populares, e agora cientistas dos Estados Unidos descobriram qual deve ser a frequência mínima de prática para colher os benefícios cognitivos.

Segundo os pesquisadores das universidades do Sul do Mississippi, Texas A&M e Indiana, pessoas que têm mais de 50 anos e declínio cognitivo leve (DCL) conseguiram diminuir o desenvolvimento dos sintomas ao jogar, ler ou escrever pelo menos três vezes por semana. Os 5.392 participantes foram acompanhados por oito anos, e os resultados foram publicados na revista científica Journal of Cognitive Enhancement.

Também é importante buscar ajuda de médicos, pois quanto mais precoce for o diagnóstico, maiores serão as chances de controlar o caso e retardar o avanço das doenças, bem como aumentar a qualidade de vida dos pacientes
O Parkinson provoca a morte de neurônios que produzem dopamina e desempenham papel importante no sistema locomotor. Os homens são os mais acometidos
Os familiares do paciente devem ficar atentos aos primeiros sinais de lentidão, rigidez muscular e tremores frequentes, que são mais característicos desta condição
O Alzheimer, por sua vez, afeta mais a população feminina. Ele provoca a degeneração e a morte de neurônios, o que resulta na alteração progressiva das funções cerebrais
Os benefícios foram identificados na memória, atenção e velocidade de processamento cognitivo. Os voluntários que fizeram mais atividades tiveram melhores resultados dos que se engajaram pouco nos jogos, e esse grupo foi melhor do que o que não fez nada.

“Essas descobertas sugerem que intervenções positivas no estilo de vida, um tratamento não farmacológico, têm um papel importante na promoção da função cognitiva e na prevenção do declínio cognitivo no envelhecimento ou em adultos mais velhos com DCL”, escrevem os pesquisadores.

Com o envelhecimento da população e o aumento dos casos de demência, os cientistas esperam que os resultados da pesquisa ajudem no desenvolvimento de terapias para pausar o declínio cognitivo em idosos e pessoas pré-dispostas a ter a doença.

Fonte: Metrópoles