Líder do PCC em Manaus (AM) é preso em SP após destruir tornozeleira

05 de fevereiro de 2025

São Paulo — Apontado pela Polícia Civil como uma importante liderança do Primeiro Comando da Capital (PCC) em Manaus (AM), Felipe Batista Ribeiro, de 30 anos, conhecido como Anjinho, foi preso junto com a esposa, Jacklyne Karma Barbosa Pedroso, 34, em um apartamento onde ambos estavam escondidos, em Osasco, Grande São Paulo (assista abaixo), na segunda-feira (3/2).

Ambos eram foragidos da Justiça há pouco mais de três anos. Suas defesas não foram encontradas. O espaço está aberto para manifestações.

O criminoso, segundo registros oficiais, era responsável pelo escoo de drogas para a maior facção do Brasil na região norte do país. Ele fugiu em agosto de 2021, após quebrar uma tornozeleira eletrônica. Na ocasião, Anjinho conseguiu o direito à prisão domiciliar, após apresentar um laudo médico às autoridades.

Criminoso estava foragido há pouco mais de três anos
Casal estava escondido em apartamento
Membro do PCC, que atuava em Manaus (AM), foi preso junto com a esposa em SP

Desde então, Anjinho e a esposa, que também responde aos crimes de tráfico de drogas e posse ilegal de arma de fogo, fugiram para São Paulo, onde eram respaldados pelo PCC

Ao Metrópoles, o delegado Fernando César de Souza, titular do 37º DP (Campo Limpo), afirmou que o laudo médico apresentado por Anjinho — que possibilitou o benefício da prisão domiciliar — será periciado pela Polícia Civil de Manaus.

Ele coordenou o cumprimento do mandado de prisão contra o casal foragido, em um apartamento, no bairro Industrial Autonomistas.

Antes disso, equipes da Polícia Civil fizeram campanas no limite entre a capital paulista e Osasco para confirmar a identidade do criminoso e o endereço do apartamento onde ele se escondia, junto com a esposa, na cidade da Grande São Paulo.

Vídeo

Prisões

Na manhã de segunda-feira (3/2), policiais civis da Central Especializada de Repressão a Crimes e Ocorrências Diversas (Cerco), da 3ª Delegacia Seccional Oeste, foram até o 12º andar do prédio em Osasco. Eles estavam armados com fuzis e, após arrombarem a porta do apartamento, entraram no local protegidos por um escudo tático.

No pequeno imóvel estava o casal foragido da Justiça, além de um senhor e um rapaz, que não foram presos.

Anjinho estava em um quarto simples — no qual havia até um varal com roupas secando — no momento de sua prisão, contra a qual não resistiu.

Quando fugiu da região Norte do país ele cumpria pena de 21 anos de prisão por latrocínio (roubo com morte), tráfico de drogas e posse ilegal de arma de fogo. Sua mulher também é acusada pelos dois últimos crimes.