Entenda a estratégia por trás da decisão da Unilever de mudar produtos

12 de março de 2021

No início desta semana, a Unilever anunciou que não utilizará mais o termo “normal” para classificação de tipos de pele e cabelo em seus produtos. A decisão valerá para todas as embalagens e propagandas de seus produtos (principalmente de beleza e cuidados pessoais).

A iniciativa faz parte do movimento global Beleza Positiva, que visa ampliar a visão dos consumidores e empresas sobre diversidade. No entanto, não é exclusividade da marca.

Essa é uma tendência que tem sido cada vez mais observada entre consumidores, especialmente os da Geração Z. As pessoas querem comprar de marcas que elas acreditam verdadeiramente que implementam valores sustentáveis e de mudança. Pelo menos é o que aponta o relatório anual de 2021 da companhia global WGSN.

Para complementar, uma pesquisa da Morning Consult indicou que somente 29% das mulheres americanas se sentem representada pela publicidade. Essa insatisfação com o que é veiculado vem crescendo com o passar das décadas.

Observando a movimentação, a própria Unilever realizou pesquisa de mercado que ajudou na mudança de estratégia. Os dados apontaram que:

sete em cada 10 pessoas acham que a palavra “normal” no marketing causa um impacto negativo.
seis em cada 10 afirmam que a indústria da beleza criou um padrão único do que é e do que não é normal.
63% dos entrevistados acreditam que tirar o “normal” das embalagens e anúncios os faria se sentirem melhor consigo mesmos.

A Unilever ainda se comprometeu a colaborar para combater estereótipos nocivos e alterações digitais nas imagens de peças publicitarias.

Essa é só uma das mudanças que a Unilever prevê até 2030. Para a próxima década, a empresa global de bens de consumo anunciou um plano de ESG que deve impactar 1 bilhão de pessoas. Isso significa que a gigante vai fazer mudanças visando mais compromisso social, comprometimento com diversidade e inclusão, aumento do padrão de vida e perspectiva de futuro.

Fonte: Metrópoles