O jovem universitário que matou a própria mãe a facadas na noite dessa terça-feira (20/1), na Rua 10 do Polo de Modas, na QE 40 do Guará II (DF), assumiu para a avó, minutos depois, ter cometido o crime: “Matei a minha mãe”.
Vinícius de Queiroz Nogueira Dourado, 23 anos, é estudante do 5º semestre de Economia na Universidade de Brasília (UnB). Segundo a avó dele, que preferiu não se identificar, o jovem enfrenta uma depressão profunda e era displicente com os medicamentos. “Passava alguns dias sem tomar”, disse.
“Era uma pessoa normal. Nunca teve discussão em casa com ninguém, nunca maltratou ninguém. Hoje foi um dia que ele passou até bem. Saiu do quarto, almoçou”, relembra a avó.
Segundo ela, Maria Elenice de Queiroz, 61, chegou a casa por volta das 20h30, deixou a bolsa sobre a mesa da sala e foi ao quarto ver o filho, como era de costume. “Aí eu ouvi uns gritos, depois de 1 minuto. Mas pensei que pudesse ser a menina do andar de baixo, que costuma gritar enquanto brinca com o irmão. Foi quando ele saiu do quarto e falou: ‘Eu matei a minha mãe, com uma faca’”, detalha a familiar.
Ainda em choque, a mulher disse que gritou por ajuda e, em seguida, perguntou ao jovem: “Meu filho, para que você fez isso com a pessoa que mais te ama?”. E, de pronto, ele respondeu: “Ah, vó. Foi um surto”.
Vinícius foi preso em flagrante pela Polícia Militar do Distrito Federal (PMDF). Segundo a PM, ele estava sentado no sofá de casa quando os militares adentraram o apartamento da família. O estudante demonstrou frieza. “A polícia subiu e, quando chegou na porta, deu de cara com o autor, tranquilo no sofá”, comenta o tenente Ricardo.
Maria Elenice foi atingida com golpe de faca na região do pescoço. “A vítima estava em parada cardiorrespiratória, e não resistiu aos ferimentos, mesmo diante dos esforços dos militares em reanimá-la”, informou o Corpo de Bombeiros Militar do DF (CBMDF), que esteve no local, na tentativa de socorrer a mulher.
O Instituto Médico Legal (IML) removeu o corpo da vítima às 23h50. O local passou por perícia. O boletim de ocorrência foi registrado na Delegacia Especial de Atendimento à Mulher (Deam), que investiga o caso.





