Professora do DF não trabalhará mais aos sábados por causa de religião

26 de fevereiro de 2026

 

Uma professora da rede pública do Distrito Federal não precisará mais trabalhar aos sábados por motivos religiosos.

A mulher entrou na Justiça contra a Coordenação Regional de Ensino de Taguatinga depois que teve negado o pedido de não dar aulas de reposição naquele dia, considerado sagrado segundo seu credo.

A decisão da 7ª Vara da Fazenda Pública do DF garante que a professora possa cumprir suas obrigações por meio de alternativas às aulas de sábado. Caso não seja possível, as faltas registradas nesses dias serão anuladas.

Religiões como o Adventismo do Sétimo Dia consideram o sábado um dia sagrado de descanso e devoção, em que os fiéis não realizam atividades profissionais, sociais ou comerciais.

A professora segue essa crença, que veda o trabalho entre o pôr do sol de sexta-feira e o pôr do sol de sábado.

De acordo com o processo, a servidora não participou da greve, mas foi informada de que o calendário escolar marcou reposições aos sábados. Administrativamente, ela pediu uma forma alternativa de cumprir a carga horária.

A Secretaria de Educação do DF negou o pedido, dizendo que liberar apenas alguns servidores em determinados dias não seria justo com os demais, que seguem as mesmas regras.

Na sentença, o juiz afirmou que o Estado, mesmo sendo laico, não pode ignorar a prática religiosa. Segundo o magistrado, a negativa da secretaria foi genérica, e a autoridade deveria ter avaliado se mudar a escala prejudicaria o serviço público.

“Concedo a segurança para determinar que a autoridade permita a guarda do sábado, oferecendo-lhe alternativas para cumprir suas obrigações”, afirma a sentença.

A reportagem procurou a Secretaria de Educação do DF, mas não teve retorno até a última atualização deste texto. O espaço segue aberto para eventuais posicionamentos.