
Em uma operação que encerra um capítulo de impunidade e angústia, a Seção de Atendimento à Mulher (SAM) da 27ª Delegacia de Polícia (Recanto das Emas) efetuou, nessa quarta-feira (25/3), a prisão de um homem condenado por estupro de vulnerável. O crime, que chocou os investigadores pela frieza e quebra de confiança, ocorreu em 2023, mas o rastro de trauma deixado nas vítimas permanece indelével.
A brutalidade do caso reside na forma como o agressor acessou as vítimas. Após desentendimentos com sua então companheira, o homem buscou refúgio na casa de um amigo. Acolhido com hospitalidade, ele passou a dividir o teto com um casal, uma idosa e três crianças.
De acordo com o inquérito policial, o criminoso transformou a casa, que deveria ser um local de segurança, em um cenário de horror. Em curtos intervalos de tempo em que ficava sozinho com as menores, ele abusava insistentemente das irmãs — uma menina de 8 anos e outra de apenas 5 anos — por meio de atos libidinosos e toques invasivos.
Flagrante no galinheiro
A máscara do agressor caiu graças à coragem da irmã mais velha. Após um dos episódios de abuso, a criança de 8 anos relatou o ocorrido à avó. Em um ato de desespero e proteção, a idosa correu pela propriedade em busca da neta caçula.
“A cena descrita nos autos é estarrecedora. A avó encontrou o agressor com a menina de 5 anos em um galinheiro nos fundos da casa. No momento da interrupção, o homem ainda tentava silenciar a criança, ordenando que ela não contasse nada a ninguém”, relatou uma fonte ligada à investigação.
Desde o encerramento das investigações e a expedição do mandado de prisão, o paradeiro do criminoso era desconhecido. Sem endereço fixo e agindo como um “fantasma” para fugir da Justiça, ele foi alvo de um intenso monitoramento da equipe da 27ª DP.
Prisão em Sobradinho
Após diligências técnicas e trabalho de inteligência, os agentes localizaram o paradeiro do indivíduo em Sobradinho II, onde foi surpreendido e detido. O preso foi conduzido à carceragem e agora permanece à disposição do Poder Judiciário para o cumprimento da pena.
Para a comunidade e para a família das vítimas, a prisão representa não apenas a punição de um crime bárbaro, mas a retirada de circulação de um indivíduo que utilizava laços de amizade para predar o que há de mais vulnerável na sociedade: a infância.
FONTE: METRÓPOLES






