
A Polícia Civil do Distrito Federal, por meio da Divisão de Repressão a Roubos e Furtos de Veículos (DRFV), deflagrou, nesta quarta-feira (28/4), uma operação para desarticular uma associação criminosa voltada à prática de receptação qualificada de carros oriundos de crimes de furto e roubo ocorridos no DF e em Goiás.
A ação policial resultou no cumprimento de sete mandados de busca e apreensão em Ceilândia e Taguatinga, tendo como alvos comércios do ramo automotivo que, sob aparência de legalidade, eram utilizados como pontos de recepção, ocultação e comercialização de peças provenientes de veículos subtraídos.
Ao todo, 10 pessoas foram indiciadas, todas diretamente vinculadas à administração ou propriedade de empresas atuantes no comércio de peças, acessórios e componentes automotivos.
Durante o cumprimento das medidas judiciais, a ação policial resultou, ainda, na prisão em flagrante de dois indivíduos, responsáveis pelos estabelecimentos comerciais investigados.
De acordo com informações levantadas pela PCDF, ambos possuem antecedentes criminais relacionados a delitos envolvendo veículos automotores.
A operação também contou com o apoio técnico de empresa especializada em diagnóstico inteligente veicular.
Núcleos de atuação
A investigação teve início em agosto de 2024, a partir da localização, de um imóvel utilizado como depósito clandestino e centro estruturado para o desmanche de veículos automotores de origem ilícita, na região de Ceilândia.
No local, após a realização de exames periciais, foram identificadas diversas peças automotivas vinculadas a, ao menos, 17 veículos com registro de furto ou roubo ocorridos entre 2024 e 2025.
No curso das diligências, os investigadores identificaram a existência de estrutura criminosa organizada, dotada de estabilidade, permanência e divisão funcional de tarefas.
Inicialmente, identificou-se o núcleo responsável pela subtração dos veículos, incumbido da prática de furtos e roubos, frequentemente mediante emprego de violência ou grave ameaça.
Na sequência, atuava o núcleo de recepção e ocultação, encarregado de armazenar os veículos em galpões, oficinas e outros locais clandestinos.
Paralelamente, operava o núcleo de adulteração, responsável pela modificação dos sinais identificadores dos veículos, com o objetivo de inviabilizar sua rastreabilidade e vinculação aos crimes antecedentes.
Em seguida, os automóveis eram encaminhados ao núcleo de desmanche, onde eram desmontados, com a separação de peças, componentes e acessórios.
Por fim, constatou-se a atuação do núcleo de comercialização, responsável pela inserção das peças oriundas do desmonte no mercado ilícito, tanto por meio de estabelecimentos físicos quanto por intermédio de plataformas digitais.
As investigações prosseguem com o objetivo de identificar outros integrantes da organização criminosa, especialmente aqueles responsáveis pela execução direta dos crimes de subtração, bem como aprofundar a
responsabilização penal dos envolvidos já identificados.
FONTE: METRÓPOLES





