
São Paulo – As diretoras da Escola de Educação Infantil Colmeia Mágica, na zona leste da cidade, negaram nesta quarta-feira (16/3) as denúncias de maus-tratos. Em nota, assinada por “Roberta e Fernanda”, as representantes legais da instituição afirmam que foram surpreendidas pelos vídeos e que as imagens são forjadas.
Na última quinta-feira (10/3), um vídeo com bebês amarrados em lençóis, como se fossem “camisas de força”, começou a circular nas redes, e fez com que a Polícia Civil abrisse uma investigação contra a instituição.
A escola diz que enviou um comunicado para todas as famílias assim que soube dos vídeos para esclarecer “que as imagens foram feitas dentro da escola, mas em momento algum por ordem e nem aprovação ou conhecimento da direção”.
Na reunião, segundo a nota, foi informado que “essa irracionalidade de imagens feitas e divulgadas, nunca, em hipótese alguma, fez parte do dia-a- dia da instituição”.
“São imagens forjadas que não condizem com a ética, confiabilidade e dedicação ao trabalho que realizam ao longo de mais de duas décadas.”
Aos pais dos alunos, em reunião convocada de urgência na última quinta-feira (10/3), Roberta contou sobre a denúncia e afirmou que partiu de uma funcionária insatisfeita com seu salário. Segundo ela, a mulher pediu um aumento, que não foi concedido, e para se vingar, fez a armação.
“Condenação injusta”
A instituição diz ainda que quer saber “o propósito dessas acusações incabíveis, inverídicas e aterrorizantes em que foram expostas”.
“A escola foi ‘condenada’, antes das averiguações policiais e das investigações cabíveis. Sem uma comprovação confiável, está sendo acusada cruelmente e injustamente”, completa a nota.
Denúncia de maus-tratos
Na última quinta-feira (10/3), a escola Colmeia Mágica, que atende crianças até os 6 anos, foi denunciada por maus-tratos. Segundo a polícia, a escola já havia sido investigada anteriormente, há cerca de dois anos. Além disso, em 2010, uma aluna morreu em um hospital após passar mal dentro da unidade
LLeonardo Duarte, de 25 anos, é pai de um dos quatro bebês que aparecem amarrados no vídeo. Segundo ele, a criança, de 11 meses, não deixa mais que os pais coloquem um lençol em cima dele. “Quando tentamos colocar lençol para ele dormir, ele começa a ficar agitado. Meu filho não dorme mais com os braços para baixo, porque lembra do jeito que prendiam ele. Agora, ele dorme todo espalhado”, contou ao Metrópoles.
Mãe de um menino de 2 anos, Fernanda Pellissari, de 39, diz que uma das tias da escola jogou água gelada no rosto de seu filho, por ele estar com sono. Ela ainda relata que a criança fica nervosa perto de pessoas desconhecidas. “Ele me puxa para a saída, começa a chorar e pede colo”, afirmou.
Fonte: Metrópoles





