Wi-fi gratuito chegará a todas as regiões do DF em 2021, diz secretário

08 de dezembro de 2020

Para ser considerada uma cidade inteligente, Brasília precisa implementar um plano de ação, que vai desde acesso gratuito à internet até a destinação adequada do lixo eletrônico. A avaliação é do secretário de Ciência, Tecnologia e Inovação do Distrito Federal, Gilvan Máximo, que participou nesta terça-feira (8/12), do programa CB.Poder, parceria do Correio e da TV Brasília.

Na entrevista, Máximo garantiu que Brasília se tornará um polo da indústria tecnológica nos próximos anos. Ele destacou o sucesso do Projeto Wi-Fi Social DF, criado no ano passado para promover a inclusão digital por meio de internet gratuita à população e que contabiliza mais de 32 milhões de acessos até agora.

A meta, segundo ele, é contemplar todas as regiões administrativas com 200 pontos fixos de wi-fi e estações do Metrô-DF até 2021. “O projeto é um case de sucesso nacional com custo zero para o governo e já funciona em mais de 500 ônibus e 54 pontos fixos do DF, como a Rodoviária do Plano Piloto, onde cinco empresas já operam normalmente. Com a pandemia, também supriu a demanda dos alunos de baixa renda para fins de estudo.”

Máximo destaca que o Wi-Fi Social não custa nada aos cofres do GDF, já que as empresas credenciadas no projeto custeiam a instalação e a manutenção das redes em troca de exploração da publicidade digital. “Tudo é pago pelas empresas que anunciam os seus produtos para os usuários que utilizam o sistema”, explicou.

Energia limpa
Gilvan Máximo também ressaltou os resultados do programa Reciclotech, primeira usina de reciclagem de eletrônicos da América Latina, que transforma em acesso à tecnologia todo o lixo eletrônico descartado pela população.

Hoje, a Secti-DF disponibiliza recolhimento via drive-trhu ou em um dos 120 pontos destinados à arrecadação do lixo eletrônico em todo DF. “Só no parque Olhos D´Água, na Asa Norte, o governo já arrecadou 10 toneladas de lixo eletrônico e já está pronto para doar 600 computadores reciclados. Em um ano, 30 mil máquinas devem ser recuperadas e destinadas aos alunos de baixa renda”, informou.

Fonte: Correio Braziliense