“Não se conheciam. É um louco que acabou com nossa família”, diz viúva de petista

11 de julho de 2022

Pâmela Suelen Silva, viúva do guarda civil Marcelo Arruda, afirmou ao Metrópoles que nem ela nem o marido conheciam ou sabem quem é o bolsonarista Jorge José da Rocha Guaranho, que invadiu a festa de aniversário temática do PT e matou o aniversariante.“Eles não se conheciam. A gente não sabe quem é essa pessoa. Eu só sei que ele é um louco e que acabou com a nossa família. É isso que eu sei”, respondeu a viúva ao Metrópoles.O marido de Pâmela era guarda civil, tesoureiro municipal do PT e já tinha concorrido aos cargos de vereador e vice-prefeito pelo partido de esquerda.Gritos de ordem
“Ele pediu uma decoração do PT, a gente fez uma coisa muito simples para brincar e estávamos todos brincando até então.”Segundo Pâmela, logo após os parabéns, um carro branco chegou próximo ao local da festa, a Associação Recreativa Esportiva Segurança Física Itaipu (Aresfi).O motorista fez o retorno e começou a gritar: “Bolsonaro, mito”,”morte aos petistas”, “fora, PT”, “Lula Ladrão”. “O Marcelo foi intervir, pedir para ele se retirar. Ele sacou a arma e apontou para o Marcelo”, relatou.Pâmela, que é policial civil, também se aproximou para ajudar o marido e viu que no carro ainda estavam uma mulher e uma criança.“A esposa dele estava com o bebê no carro e pediu ‘pelo amor de Deus’ para que parasse aquela discussão. O cara com a arma em punho falou: ‘Vou voltar’, e saiu com o carro”, relatou a viúva.Armas
As armas da policial e do guarda civil estavam guardadas no carro. Mas após a ameaça do agente penitenciário federal, o petista decidiu buscar o revólver.“A gente foi para a festa, não era para usar arma. Era uma festa de família. O Marcelo, como tem experiência de 28 anos de guarda municipal aqui em Foz do Iguaçu, falou: ‘Não, eu vou ficar armado’, e colocou a arma na cintura”, relatou Pâmela.De fato, o bolsonarista retornou após 15 minutos. “Quando ele desceu do carro, ele já estava atirando”, afirmou.“Infelizmente, esse louco chegou. Eu não sei quem é, a gente não sabe. Ele chegou atirando a esmo e poderia não ter acertado só o Marcelo, mas qualquer outra pessoa ali. O Marcelo foi heroicamente bravo e defendeu a todos que estavam ali. Infelizmente, meu parceiro perdeu a vida.”Receba notícias do Metrópoles no seu Telegram e fique por dentro de tudo! Basta acessar o canal: https://t.me/metropolesurgente.Fonte: Metrópoles