Ativo da ayahuasca tem potencial para tratar depressão, mostra estudo

30 de janeiro de 2023

Um estudo feito por pesquisadores do Imperial College London, do Reino Unido, mostra evidências de que a dimetiltriptamina (DMT), substância presente no chá de ayahuasca, tem efeitos positivos no tratamento da depressão.A ayahuasca e outras drogas psicodélicas, como os cogumelos alucinógenos, vem sendo estudados por seu potencial para tratar problemas psiquiátricos. Os pesquisadores acreditam que o composto presente no chá pode ser uma opção para pacientes que não se adaptam ou não conseguem resultados com abordagens tradicionais contra a depressão.A pesquisa britânica foi feita com um grupo de 34 adultos diagnosticados com depressão moderada ou grave. O grau de depressão deles foi medido no início e no fim do estudo usando as Escalas de Avaliação de Depressão de Montgomery & Asberg (MADRS).Metade dos voluntários recebeu uma dose de DMT por via intravenosa durante dez minutos e os demais um placebo. O DMT induziu a uma experiência psicodélica de 20 a 30 minutos no mesmo dia. Todos os participantes passaram por uma sessão de terapia imediatamente depois para melhorar a compreensão sobre a experiência vivida.Duas semanas depois, as pessoas que haviam feito o tratamento com a dose única de DMT tinham, em média, 7,4 pontos a menos na escala de avaliação que determina a depressão em comparação ao grupo que tomou placebo. Os cientistas consideraram essa redução significativa.Ao final de três meses, a redução média na escala MADRS foi de 15,4 pontos e seis em cada dez pessoas que receberam o DMT (60%) foram diagnosticados sem depressão.“Os resultados são empolgantes para o campo da psiquiatria. Agora temos a primeira evidência de que o DMT, combinado com terapia de suporte, pode ser eficaz para pessoas que sofrem de depressão”, afirma o psiquiatra clínico David Erritzoe, principal autor do estudo.Outros estudos precisam ser feitos para comprovar os benefícios da ayahuasca no tratamento de doenças psiquiátricas. Também é necessário analisar possíveis efeitos colaterais.Receba notícias do Metrópoles no seu Telegram e fique por dentro de tudo! Basta acessar o canal: https://t.me/metropolesurgente.Já leu todas as notas e reportagens de Saúde hoje? Clique aqui.Fonte: Metrópoles