Hipnose e massagem: professor de universidade é indiciado por crime sexual

30 de março de 2023

Um professor, de 46 anos, da Universidade Estadual de Montes Claros (Unimontes), no Norte de Minas, foi indiciado por assédio sexual, ato libidinoso e outros crimes contra a dignidade sexual na sexta-feira (24/3).Segundo a Polícia Civil, as investigações começaram depois que a coordenadora do curso de História compareceu até a Delegacia Especializada de Atendimento à Mulher (Deam) para apresentar um relatório elaborado por um acadêmico, no qual eram levantados possíveis crimes contra a liberdade sexual cometidos por um professor contra dez alunas e ex-alunas daquele curso.As investigações apontaram que o suspeito usava uma abordagem em que sugeria sessões de hipnose e massagem para as vítimas, para que elas conseguissem relaxar. Algumas delas relataram que foram amordaçadas, vendadas e amarradas por ele durante prática de BDSM (Bondage, Disciplina, Dominação, Submissão, Sadismo).Elas relataram também que várias dessas sessões ocorreram dentro da própria universidade. Conforme apurado, o crime foi comprovado em cinco dos casos investigados. Segundo a delegada Karine Maia, as vítimas descrevem o suspeito como pessoa manipuladora e que fazia jogos de sedução. Ele aproveitava da condição de professor, intimidava e constrangia as vítimas, as coagia a ceder a favores sexuais.Algumas delas relataram terem sido filmadas e fotografadas por ele sem o devido consentimento. Ainda de acordo com a delegada, os relatos de cinco vítimas apresentam elementos probatórios suficientes, restando comprovadas a materialidade, as circunstâncias e a autoria do delito.“Ele (o suspeito) foi indiciado cinco vezes por assédio sexual, duas vezes por fotografar ou registrar cenas de nudez, além de ato libidinoso”, explica a delegada. O inquérito policial foi encaminhado ao fórum local e encontra-se à disposição da Justiça.Unimontes responde
“A Universidade Estadual de Montes Claros (Unimontes) informa que, assim que tomou conhecimento dos fatos, determinou abertura de sindicância para a apuração das denúncias que concluíram para a abertura do Processo Administrativo Disciplinar (PAD). O processo foi aberto e também nomeada comissão processante e os trabalhos encontram-se em fase de conclusão final. Essas são as manifestações da Universidade, tendo em vista, o sigilo que a questão exige.”Fonte: Correio Braziliense