Após a grande confusão envolvendo o pedido de autorização especial para Jojo Todynho atuar na série ‘Os Parças’, o Sindicato dos Artistas do Rio decidiu tomar uma atitude. A informação foi contada com exclusividade por esta coluna no último sábado (17). De acordo com o presidente Hugo Gross, a associação recorreu aos meios legais para impedir que a artista participe da produção, que será exibida pela plataforma ‘Globoplay’.“Entramos com uma ação no Ministério Público do Trabalho. Eles estão teimando que o número [registro de Jojo tirado em São Paulo] está certo. Além disso, o domicílio dela é no Rio de Janeiro, ela deveria ter tirado a autorização no Rio e não em São Paulo”, explicou Hugo Gross para esta coluna.A atitude do Sindicato do Rio se deu após o empresário de Jojo, Danilo Faro, e a produtora Formata, responsável pela série, recorrerem ao Sindicato dos Artistas de São Paulo para conseguirem a autorização, uma vez que a cantora não tem DRT. Acontece que o pedido já havia sido feito ao SATED-RJ, que já estava providenciando tudo. Segundo fontes desta colunista, os representantes da artista não teriam gostado do valor cobrado pelo registro no Rio, que é previsto em lei, e resolveram dar entrada no processo em outro estado.Ainda de acordo com fontes da coluna, lá, uma pessoa conhecida de Danilo Faro e da Formata teria feito os trâmites ilegalmente, cobrando um valor inferior ao que manda a lei, de 20% sobre os cachês das celebridades. O que ninguém esperava era que os presidentes dos sindicatos iriam descobrir e intervir no processo.O resultado de todo esse transtorno é que, na última sexta-feira (16), a autorização de trabalho de Jojo, concedida pelo SATED-SP, foi cancelada. Em uma nota, o presidente Dorberto Carvalho, pediu desculpas pelo erro e informou sobre a anulação do registro da cantora e apresentadora do talk show ‘Jojo Nove e Meia’, exibido no ‘Multishow’.“Erramos! E por isso peço desculpas. Não cabe aqui nominar os envolvidos e nem fazer acusações, e ainda que o ocorrido tenha sido realizado sem o meu consentimento, assumo minha responsabilidade. (…) Por esses dias recebemos um pedido de autorização de trabalho de uma moça conhecida como Jojo Todynho que mora no Rio de Janeiro e veio tirar autorização de trabalho no SATED-SP, fato que denota burla ao SATED-RJ”, começou.O presidente explicou sobre os valores cobrados pela autorização. “A pauta do audiovisual do SATED-SP, que está sendo negociada com o SIAESP, foi elaborada a partir de inúmeras assembleias e reuniões com profissionais do setor e prevê o pagamento de 20% sobre os cachês das celebridades para obtenção de autorização de trabalho. Essa cláusula, entrou na pauta com o objetivo de restringir o número de celebridades que se aventuram no trabalho artístico e tiram o trabalho dos profissionais. Ainda foi discutido que os 20% sobre os cachês não resolvem de todo o problema, mas ao menos levanta alguma barreira para esse mercado totalmente desregulado”.E finalizou: “A autorização de trabalho é facultada ao Sindicato da categoria profissional e ainda considerado que a pauta do audiovisual prevê o pagamento de 20% sobre os cachês das celebridades, nenhum funcionário ou diretor teria autorização para cobrar qualquer outro valor, seja R$ 230,00 ou um salário mínimo sem consulta à presidência. Assim, afim de corrigir essa ação de desprestigio aos artistas profissionais, determinei que fosse cancelada a tal autorização de trabalho da postulante Jojo Todynho para que a moça procure seu sindicato de domicílio, no caso o SATED-RJ, e lá recolha os 20% devidos sobre o cachê”.Fonte: Em off