O desaparecimento de uma corretora de imóveis em Caldas Novas (GO) mobiliza há quase um mês parentes e amigos da mulher. O caso chama a atenção pela maneira repentina e inexplicável como ela sumiu.
Daiane Alves Souza (foto em destaque), de 43 anos, foi vista pela última vez na noite do dia 17 de dezembro, quando desceu até o subsolo do prédio onde mora para verificar um problema de corte de energia no apartamento dela. Desde então, a mulher não foi mais vista.
A família de Daiane mora em Uberlândia (MG), mas possui seis apartamentos em Caldas Novas, e a corretora é responsável por administrar a locação desses imóveis.
O combinado era que Daiane viajaria para Uberlândia no Natal e retornaria depois para cuidar da demanda do Ano-Novo. Durante esse período, a mãe dela, Nilse Alves Pontes, ficaria administrando os apartamentos no lugar.
No dia em que a mãe e a filha da corretora chegaram em Caldas Novas, em 18 de dezembro, ambas tentaram contato com a mulher por telefone, mas não obtiveram resposta. A última conversa por mensagem ocorreu na manhã do dia anterior.
A filha de Daiane, que estava em Goiânia com o namorado, chegou ao apartamento e encontrou o local trancado. Ao bater à porta, não foi atendida.
Em seguida, Nilse chegou ao prédio, abriu o apartamento e constatou que Daiane não estava no local. Buscas foram feitas em outros imóveis da família, sem sucesso.
Desorientados, os familiares registraram um boletim de ocorrência e passaram a procurar informações em hospitais, UPAs e com amigos, mas nenhuma pista foi encontrada.
Dias depois, uma amiga enviou à família um vídeo gravado pela própria Daiane que ela havia encaminhado. Nas imagens, a corretora mostra o apartamento sem energia elétrica e segue filmando o trajeto até o elevador. Em seguida, desce até a portaria para questionar o porteiro sobre a falta de energia.
Nas imagens dentro do elevador, a mulher ainda aparece falando com outro morador sobre a queda de energia.
O vídeo mostra Daiane retornando ao elevador e descendo até o subsolo do prédio, onde iria religar o relógio de energia — procedimento que, segundo a família, era comum no condomínio. Câmera de segurança (assista acima) mostra que ela seguiu filmando com o celular.
Esse último vídeo, no entanto, não foi enviado por Daiane para a amiga. As imagens da câmera de segurança mostram a porta do elevador se abrindo no subsolo e Daiane saindo. A partir desse momento, não há mais registros da mulher.
De acordo com a família, o subsolo possui apenas uma câmera, com imagem limitada. O local para onde Daiane seguiu para religar a energia não possui câmeras. Também não existem imagens dela saindo do prédio ou retornando ao apartamento.
Os parentes da corretora acreditam que ela teria deixado o apartamento apenas para resolver o problema da falta de energia, visto que ela não levou nenhum pertence, apenas o aparelho celular.
A quebra do sigilo bancário indicou que a mulher não fez movimentações financeiras posteriores ao desaparecimento. Varreduras no entorno do prédio também foram realizadas, e não houve mais sinal no celular dela.
Família cobra por respostas
Nilse detalha que Daiane é solteira, tem uma filha de 17 anos e não teve nenhum relacionamento recente.
Sem notícias da filha, ela diz que a incerteza tem se tornado cada vez mais difícil de suportar. Segundo ela, a falta de informações concretas aumenta o sofrimento da família a cada dia.
Como forma de pressionar por respostas, a mulher contratou um carro de som para circular por Caldas Novas pedindo atenção das autoridades para o caso.
Além disso, familiares e amigos já se mobilizaram em dois atos públicos na cidade onde ocorreu o desaparecimento. Uma nova manifestação está prevista para acontecer em Uberlândia, na Praça Tubal Vilela, nesta sexta-feira (17/1), quando o sumiço de Daiane completa um mês.
“Estamos falando de uma cidade essencialmente turística. É difícil aceitar que alguém simplesmente desapareça sem deixar qualquer rastro. Já procurei de todas as formas possíveis. Agora, só nos resta buscar apoio da imprensa e cobrar uma resposta das autoridades”, desabafou Nilse.
O caso segue sob investigação da Polícia Civil de Goiás (PCGO), por meio da 19ª Delegacia Regional de Polícia (Caldas Novas), e é tratado como desaparecimento.
A família reforça o pedido por respostas e solicita que qualquer informação que possa contribuir com as investigações seja repassada à Polícia Militar (190), à Polícia Civil (197) ou de forma anônima pelo Disque-Denúncia 181.









