Uma mulher, de 31 anos, foi presa por policiais civis da 8ª Delegacia de Polícia (Estrutural) nessa terça-feira (24/2), suspeita de aplicar uma série de golpes por meio de falsos anúncios de aluguel de imóveis no DF e em Goiás.
Veja:
Segundo a PCDF, a investigação da 8ª Delegacia de Polícia (Estrutural) teve início após as vítimas relatarem prejuízos financeiros decorrentes da locação inexistente de apartamentos anunciados como localizados em Águas Claras, no Plano Piloto e em Pirenópolis (GO)
Durante as diligências, foi constatado que a suspeita foi identificada em pelo menos 37 ocorrências registradas entre os anos de 2022 e 2025, todas com dinâmica semelhante.
A investigada publicava anúncios com fotografias atrativas e valores abaixo do mercado, exigindo pagamento antecipado a título de “reserva” ou “garantia” do imóvel.
Veja:
Após o primeiro contato, as conversas eram direcionadas para aplicativos de mensagens, onde ela mantinha diálogo direto com as vítimas, criando senso de urgência e alegando alta procura pelo imóvel, com o objetivo de induzir o envio imediato de valores, via Pix.
Assim que o pagamento era realizado, o contato era interrompido ou as respostas se tornavam evasivas.
Flagrante
Ainda de acordo com as investigações, o esquema apresentava organização e adaptação constante. A suspeita operava múltiplos anúncios, simultaneamente, alternando localidades e ajustando a narrativa conforme o perfil da vítima.
Em algumas situações, a mulher enviava documentos e imagens adicionais para conferir aparência de legitimidade à negociação. Nessa terça (24/2), foram cumpridos mandados de busca e apreensão, além de um mandado de prisão preventiva contra a investigada.
Durante a operação da PCDF, realizada no endereço vinculado à investigada, em Taguatinga, diversos dispositivos eletrônicos foram apreendidos, inclusive um aparelho celular que estava em uso no instante da abordagem.
Os agentes da 8ª DP constataram que ela trocava mensagens, naquele exato momento, com uma nova vítima interessada em um suposto apartamento em Águas Claras — anúncio que também se revelou inexistente — evidenciando que o esquema permanecia ativo até o instante da prisão.
Com base nas provas já consolidadas, a investigada deverá responder por estelionato eletrônico, crime cuja pena pode chegar a até oito anos de reclusão, por cada ocorrência.
Considerando a quantidade de casos atribuídos à investigada e a possível incidência da continuidade delitiva, a pena pode ser aumentada, podendo ultrapassar 13 anos de reclusão, além de multa.







