Dois homens, que participaram de um roubo milionário no Lago Sul, foram presos pela Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF) na tarde desta quinta-feira (5/3). O crime ocorreu em agosto de 2024.
Veja a ação dos criminosos:
Segundo as investigações da Delegacia de Roubos e Furtos da Coordenação de Crimes Patrimoniais (DRF/Corpatri), os criminosos foram audaciosos e usaram informações privilegiadas para causar um prejuízo estimado em R$ 1 milhão às vítimas
De acordo com a PCDF, no dia do crime, o grupo utilizou o pretexto de realizar serviços de vidraçaria para enganar o caseiro da residência e rendê-lo. Assim que entraram na casa, os quatro criminosos anunciaram o assalto, com armas de fogo.
As vítimas foram submetidas a momentos de terror, sendo rendidas, imobilizadas com lacres plásticos e confinadas em um banheiro, enquanto os autores reviravam o local.
O alvo do criminosos eram bens de alto valor. O assalto resultou na subtração de nove relógios de luxo, além de quantias em dólar, peso argentino e real.
Planejamento
A investigação da DRF revelou que o crime foi meticulosamente planejado e que os autores são donos de uma empresa de vidros que prestou serviços na residência dias antes, o que facilitou o levantamento de informações sobre a rotina dos moradores e a localização de bens valiosos.
Durante as diligências, foi identificado que o veículo utilizado na fuga usava uma placa clonada. Por meio do cruzamento de dados e análise técnica, a equipe policial chegou à placa original e ao proprietário, que confirmou ter emprestado o automóvel para um dos autores do crime na data dos fatos.
Outras passagens
A PCDF também identificou uma nítida progressão criminosa: os investigados têm mais de 20 passagens relacionadas ao crime de estelionato. O modus operandi consistia em iniciar serviços residenciais e não os concluir, retendo os valores pagos e causando prejuízo financeiro às vítimas.
No entanto, no caso do Lago Sul, a facilidade de acesso à rotina e à intimidade de uma residência de alto padrão da região despertou nos autores o intuito de obter um proveito econômico exponencialmente maior.
Os investigadores ressaltaram que a visualização de bens de luxo, notadamente relógios de alto valor agregado, motivou a progressão criminosa, passando do estelionato para o roubo seguido pela restrição da liberdade das vítimas.
Com a robustez de provas, os autores foram indiciados pelos crimes de roubo circunstanciado (concurso de pessoas, restrição de liberdade das vítimas e emprego de arma de fogo) e adulteração de sinal identificador de veículo. Eles encontram-se à disposição da Justiça.





