Após matar a facadas a ex-companheira, o motorista de aplicativo Wellington de Rezende Silva, 43 anos, fez uma chamada de vídeo para mostrar Luana Moreira, 41, morta. O feminicídio aconteceu na tarde desta segunda-feira (9/3), em Planaltina (DF).
O motorista de aplicativo confessou o crime e alegou “ciúmes intensos”. Ele acreditava que a manicure mantinha relacionamento com outra pessoa.
Wellington usou o celular da vítima para ligar ao suposto namorado dela e disse: “Fiz uma besteira, matei minha mulher por sua causa”.
Em seguida, o motorista de aplicativo também fez uma chamada de vídeo para a esposa desse homem – conhecida da vítima, mas não amiga íntima –, mostrando o corpo e repetindo a provocação.
Posteriormente, o autor se dirigiu para a 16ª Delegacia de Polícia com o corpo da vítima no banco do passageiro. O homem foi preso em flagrante. A arma do crime também foi apreendida.
Crime premeditado
O motorista de aplicativo teria armado uma emboscada para matar a ex-companheira. Ele assassinou Luana dentro do próprio carro.
Armado com uma faca de açougueiro, escondida sob o tapete do banco do motorista, o homem buscou a ex-companheira no Jardim Ruiz, onde ela morava com uma amiga. Apesar de a amiga ter alertado para Luana não entrar no carro, a vítima embarcou sem desconfiança.
Durante o trajeto, o ex-casal teria discutido. Wellington queria reatar o casamento, porém Luana recusou. O suspeito, então, puxou a faca, segurou a vítima, que soltou o cinto para tentar fugir, e começou a estrangulá-la.
Quando a mulher desmaiou, ele desferiu os golpes de arma branca. A perícia identificou ao menos três facadas – no pescoço, nas costelas e na orelha –, além de marcas de defesa nas mãos.
A vítima teria implorado pela vida, pedindo que o ex-marido pensasse na filha do casal e nos outros dois filhos, mas ele continuou com o ataque e teria proferido friamente: “Você já está morta”.
Posteriormente, o autor se dirigiu para a 16ª DP com o corpo da vítima no banco do passageiro. O homem foi preso em flagrante. A arma do crime também foi apreendida.
Familiares descreveram o suspeito como um homem extremamente ciumento e controlador. Ele já havia quebrado o celular da vítima anteriormente.
Segundo informações repassadas pelo delegado Richard Valeriano, há uma ocorrência de lesão corporal registrada por Luana em 2004, motivada pela Lei Maria da Penha, mas nenhuma outra após isso.
No interrogatório, Wellington se mostrou frio, sem arrependimento, repetindo o ciúme como justificativa principal. Ele não possui antecedentes criminais.
O ex-casal manteve relacionamento por aproximadamente 20 anos e tinha três filhos. Luana planejava viajar nesta terça-feira (10/3) para Porto Seguro (BA) com a filha do casal.








