
Os professores da rede pública do Distrito Federal decidiram, em assembleia geral realizada nesta quarta-feira (18/3), descartar a possibilidade de greve imediata. Dessa forma, as aulas ficam mantidas nas escolas.
Durante o encontro, a categoria aprovou um calendário de mobilizações por temas como a reestruturação da carreira.
Essa foi a primeira assembleia promovida pelo Sindicato dos Professores no Distrito Federal (Sinpro-DF) em 2026. Com duração de quase quatro horas, a reunião trouxe para debate a reestruturação da carreira, a convocação de aprovados no concurso de 2022, a realização de novos concursos públicos e a melhoria das condições estruturais das escolas.
O encontro adotou, pela primeira vez, o sistema de votação eletrônica.
Uma nova assembleia está marcada para 23 de março, com a finalidade de atualização de pauta e continuidade do processo de negociação.
A categoria também deve aderir a uma paralisação nacional – com suspensão pontual das atividades – prevista para 15 de abril, como parte da marcha da classe trabalhadora.
Pautas discutidas
A reestruturação da carreira foi um dos principais temas levantados pela categoria, que, segundo o sindicato, aguarda uma reunião com a Secretaria de Educação do DF na próxima semana para debater os pleitos.
Entre as demandas estão a redução dos padrões de 25 para 15 no cálculo da aposentadoria; antecipação dos padrões de 5 para 3 anos; valorização padrão anual de 1% para 2% ao ano; e inclusão da Gacop no plano de carreira.
A condição estrutural das escolas também foi citada pelos professores do DF. A categoria defende o maior investimento em infraestrutura física, com a ampliação das salas de aula e a maior qualificação da educação especial, com equipes preparadas para os estudantes.
O funcionamento da plataforma Educa-DF também foi criticado pelo magistério. A plataforma, implementada no ano passado e utilizada para armazenamento de informações de servidores e registro diário de classe, estaria apresentando falhas recorrentes devido à falta de acesso à internet nas escolas.
“Para que o programa funcione bem, as escolas precisam ter internet. A maioria não tem ou funciona mal, então não comporta os professores que precisam fazer os registros”, afirmou Cleber Soares, diretor do Sinpro-DF, membro da comissão de negociação e coordenador da Secretaria de Administração do sindicato.
FONTE: METRÓPOLES





