
A Secretaria de Saúde do Distrito Federal (SES-DF) confirmou que investiga três casos suspeitos de hantavírus. De acordo com a pasta, os pacientes tiveram início dos sintomas em abril deste ano.
A hantavirose é uma doença viral grave causada por vírus da família Hantaviridae, transmitida principalmente por roedores silvestres infectados. A transmissão ocorre, sobretudo, quando a pessoa inala partículas presentes na urina, fezes ou saliva desses animais.
“Atualmente, há três casos suspeitos em investigação epidemiológica, todos com início dos sintomas no mês de abril. Desses, dois são residentes do Distrito Federal e um residente de outra unidade da Federação”, informou a SES-DF.
De acordo com a pasta, os casos seguem em investigação clínica, epidemiológica e laboratorial, conforme os protocolos vigentes de vigilância em saúde.
A Secretaria também informou que a principal exposição está relacionada a atividades em áreas rurais, ambientes abertos ou locais com vegetação densa, além de espaços fechados e pouco ventilados, como galpões, depósitos, paióis e casas abandonadas.
“A SES-DF realiza monitoramento contínuo dos casos suspeitos e, sempre que necessário, conduz investigação epidemiológica e inspeção ambiental no local provável de infecção. Nessas ações, as equipes também orientam a população sobre medidas de prevenção e controle”, afirmou.
A confirmação da hantavirose pode ser feita por exames laboratoriais, como testes sorológicos, que identificam anticorpos contra o hantavírus, e testes moleculares. Na prática, porém, o médico costuma considerar a combinação entre sintomas, histórico de exposição e sinais laboratoriais e respiratórios.
Os últimos casos confirmados de hantavirose no Distrito Federal ocorreram em 2022.
Sintomas e prevenção
Os sintomas iniciais da doença incluem febre alta, dor de cabeça e dores no corpo. Em quadros mais graves, podem surgir sintomas respiratórios, como tosse seca e cansaço intenso.
O período de incubação varia, em média, de uma a cinco semanas, podendo chegar a até 60 dias após a exposição. Diante do aparecimento desses sintomas, especialmente se houver histórico de contato com ambientes de risco nesse período, a orientação é procurar imediatamente atendimento em uma unidade de saúde.
Entre as principais formas de prevenção estão evitar atividades em áreas de risco nas primeiras horas da manhã, utilizar máscaras ao manipular terra ou vegetação, manter ambientes limpos e ventilados e não consumir frutos encontrados no solo sem a devida higienização.
Situações como limpeza inadequada de ambientes fechados ou manipulação de terra e vegetação para abertura de novas áreas também podem aumentar o risco de exposição.
Não há tratamento específico contra a infecção por hantavírus. Segundo o Ministério da Saúde, as medidas terapêuticas são de suporte, adotadas conforme a gravidade do caso.
FONTE: METRÓPOLES





