Moradora do prédio interditado após a marquise ceder em Taguatinga Norte (DF) por risco de queda, Rosileine Rodrigues, 55 anos, disse que a filha de 19 anos, única pessoa que estava no prédio, na noite de quarta-feira (14/1), quando houve o desabamento, sentiu o chão tremer.
Veja imagens do prédio:
Rosilene mora com a filha no apartamento localizado na parte de trás da unidade em que a marquise cedeu, no terceiro andar do imóvel, mas não estava no local, no momento da queda.
A moradora havia saído de casa por poucos minutos para comprar açaí e, ao retornar, viu a rua do prédio tomada de bombeiros e pedaços da tijolos caídos na pista. Ela tentou voltar ao apartamento para ver como estava a filha, mas, por questões de segurança, foi impedida.
“Os bombeiros não me deixaram entrar. Eu expliquei e nesse momento eu só liguei para ela. Ela falou que estava bem e que sentiu o chão tremer”, ressaltou.
Sobre a queda
- Na noite da última quarta-feira (14/1), a marquise do prédio caiu e, após vistoria, a Defesa Civil do Distrito Federal interditou o imóvel por risco de queda;
- “Durante a vistoria, foram constatadas infiltrações e a queda parcial da marquise frontal, que se encontrava apoiada sobre a laje e a sacada do terceiro pavimento, caracterizando situação de risco”, informou a Defesa Civil em nota;
- Apenas duas pessoas moravam no prédio de três andares. O edifício tem também salas comerciais — que, no momento, estão desocupadas;
- O apartamento em que a marquise caiu era de uma pessoa que vendeu a residência e, desde então, nunca mais apareceu no local, segundo testemunhas;
- De acordo com a vizinhança, o problema de infiltração era algo recorrente no local, porém o antigo dono nunca havia solicitado manutenção;
- O prédio está embargado pela Defesa Civil e terá a parte da frente demolida para evitar riscos de outros colapsos.
“Livramento”
Rosileine disse que foi um “livramento de Deus” ninguém ter se ferido com a queda da laje do edifício.
“Aqui geralmente é cheio e movimentado de carro. Por incrível que pareça ontem não tinha uma alma. A gente fica abalada, mas graças a Deus nada comigo, nem com ela [filha], nem com ninguém”, contou.
O imóvel agora está embargado pela Defesa Civil, e, por isso, Rosileine e sua filha terão de se deslocar para casa de familiares. Ainda na quarta (14/1), após a queda, foi oferecido abrigo para elas pela Secretaria de Desenvolvimento Social do Distrito Federal (Sedes-DF) – porém, ambas negaram a assistência.
“Eu recusei porque eu tenho mais três filhas e que moram perto daqui. Então a gente não tá exatamente precisando de abrigo, mas não temos lugar para botar os móveis e as nossas coisas para a gente ficar”, explicou.











