Polícia acha adolescente sumida há 1 ano morando com homem de 31 anos

16 de janeiro de 2026

Policiais civis da 15ª Delegacia de Polícia (Ceilândia Centro) concluíram o inquérito policial e vão encaminhar à Justiça a sugestão de arquivamento do caso envolvendo o desaparecimento de uma adolescente de 15 anos.

A jovem estava desaparecida desde janeiro de 2025, após fugir do Lar São José, em Ceilândia (DF).

Nessa quarta-feira (14/1), a equipe policial recebeu uma ligação do abrigo informando que um idoso havia comparecido ao local para buscar documentos da adolescente.

A informação deu origem a uma nova linha de investigação. Diante disso, os policiais se dirigiram inicialmente ao abrigo e, posteriormente, à residência do homem, localizada em Taguatinga (DF).

No local, o idoso relatou que a garota estava vivendo maritalmente com seu filho, de 31 anos, na cidade de Planaltina de Goiás, no Entorno do Distrito Federal. A equipe policial entrou em contato com ele, que confirmou a informação.

Em seguida, os agentes se deslocaram até a residência indicada, onde constataram que a adolescente era, de fato, a garota que sumiu em 2025.

A localização da menor foi imediatamente comunicada aos familiares, e a adolescente foi apresentada à Promotoria da Vara da Infância e da Juventude do Distrito Federal para a adoção das providências legais cabíveis.

Na ocasião, foi verificado que a adolescente se encontrava em boas condições físicas e de saúde, sem indícios de maus-tratos.


Entenda o caso:

  • No dia 26 de janeiro de 2025, durante a realização de um evento no Lar São José, a adolescente fugiu da instituição e não retornou, fato que motivou o registro do desaparecimento.
  • O caso teve início em 2024, quando um conflito familiar resultou na destituição do poder familiar da genitora dela em relação aos cinco filhos, que moravam em Minas Gerais.
  • Em decorrência de decisão judicial, a adolescente foi encaminhada para acolhimento institucional naquele estado.
  • Por já ser adolescente, a garota não ingressaria mais na fila de adoção, permanecendo em abrigo até atingir a maioridade.
  • Posteriormente, a instituição identificou a existência de um irmão residente em Brasília e promoveu contato visando a reaproximação familiar.
  • Com a concordância do irmão, ela foi transferida para o Distrito Federal.
  • No entanto, a convivência entre os irmãos não foi bem-sucedida, uma vez que não haviam sido criados juntos, o que gerou dificuldades de adaptação.
  • Diante disso, a adolescente foi encaminhada para acolhimento no Lar São José, em Ceilândia.

Insatisfação e fuga

Durante as apurações, constatou-se que a garota demonstrava insatisfação com o acolhimento institucional, relatando a outros acolhidos e amigos que não gostava do abrigo e que pretendia fugir.

Os policiais realizaram diligências, ouviram familiares e pessoas próximas, além de efetuarem buscas em locais frequentados pela adolescente, como residências, lanchonetes, comércios e pontos de encontro indicados por testemunhas.

Fotografias da garota e contatos da equipe policial foram deixados nesses locais para auxiliar na obtenção de informações. Também foi coletado material genético do irmão da adolescente para eventual confronto genético, caso fosse necessário.