Pagamentos em dinheiro vivo e por transferências via Pix sustentavam um esquema de exploração sexual de crianças e adolescentes no qual um homem e a mãe de uma das vítimas atuavam juntos, desarticulado entre segunda-feira (19/1) e terça-feira (20/1) pela Delegacia de Proteção à Criança e ao Adolescente (DPCA). No período, a polícia cumpriu dois mandados de prisão preventiva contra os dois investigados.
O principal autor se aproximava de meninas em situação de extrema vulnerabilidade social, prometia ajuda financeira e oferecia quantias em dinheiro para que elas participassem de encontros e festas realizados em residências localizadas em Planaltina (DF) e no Itapoã (DF), no Distrito Federal, além de custear as bebidas alcoólicas ali presentes.
Caso convencesse outra menina a participar, a vítima ganhava uma quantia semelhante à paga à nova vítima. Com isso, quem aliciava outras garotas passava a receber em dobro: pelo abuso sofrido e pelo abuso praticado contra a criança recrutada.
Após criar dependência financeira, o investigado passou a oferecer valores mais altos, que variavam entre R$ 300 e R$ 500, podendo chegar a R$ 1.000 (se a vítima fosse virgem), para que as garotas praticassem, entre si e com ele, atos libidinosos tais como tomar banho juntas e lhe encaminhar fotografias.
Ao perceber que as menores ficavam cada vez mais apegadas aos valores recebidos, progredia na prática da conjunção carnal com elas, circunstância que perdurou por anos. E ao menor sinal de que alguma delas pudesse revelar os abusos por ele praticados, o autor passava a ameaçá-las, inclusive com o uso de arma de fogo.
Já a mulher presa é mãe de uma das vítimas, uma adolescente de 13 anos. Segundo a DPCA, ela teve participação ativa no esquema ao permitir e facilitar os abusos cometidos contra a própria filha em troca de dinheiro. As investigações apontam que a mulher recebeu cerca de R$ 24 mil do autor ao longo do período apurado.






